Pensar em uma marca para médicos no início da carreira pode parecer cedo demais. No entanto, é justamente nessa fase que o profissional começa a construir a forma como pacientes e colegas vão reconhecê-lo. Por isso, quem se posiciona desde o começo ganha tempo e evita refazer tudo depois.
Neste artigo, mostramos por onde começar, o que a marca deve comunicar e quais regras do CFM precisam ser respeitadas. Além disso, trazemos exemplos de projetos que criamos para a área da saúde.
Por que pensar em uma marca para médicos desde cedo
A marca pessoal do médico é a soma de como ele se apresenta, se comunica e é lembrado. Ela aparece no consultório, no receituário, no Instagram, no site e no cartão.
Quando essa imagem nasce com intenção, ela acompanha a evolução da carreira. Ou seja, a marca cresce junto com o profissional, em vez de ser trocada a cada nova etapa.
O que uma boa marca médica precisa comunicar
Naturalmente, cada especialidade tem sua linguagem. Mesmo assim, algumas mensagens são comuns a quase toda marca na área da saúde:
- confiança: o paciente precisa se sentir seguro antes mesmo da consulta;
- cuidado: a marca deve transmitir acolhimento e atenção;
- clareza: o público deve entender rapidamente quem você é e como pode ajudar;
- personalidade: o que diferencia você de outros profissionais da mesma área.
Marca para médicos e as regras do CFM
Além disso, a comunicação médica segue regras próprias. Desde março de 2024, vale a Resolução CFM nº 2.336/2023, que atualizou as normas de publicidade médica. Entre os pontos principais:
- o número do CRM deve aparecer nas peças de divulgação e nas redes sociais;
- especialistas devem informar também o RQE, o registro de qualificação de especialista;
- a resolução não permite divulgar uma especialidade sem o registro correspondente;
- o médico não pode prometer resultados nem usar sensacionalismo;
- a resolução passou a permitir, com regras, a divulgação de preços e de imagens de antes e depois com finalidade educativa.
Para quem está saindo da faculdade ou da residência, o ponto mais sensível é o terceiro. Portanto, a marca deve evitar qualquer termo que sugira uma especialidade ainda não registrada. Não somos especialistas em direito médico, então vale sempre conferir a regulamentação completa no site do CFM.
Por onde começar: um passo a passo
- Defina seu posicionamento: área de atuação, público e forma de atender.
- Escolha como a marca vai se chamar: seu nome completo, um nome reduzido ou o nome da clínica.
- Crie a identidade visual: símbolo, paleta de cores, tipografias e grafismos.
- Aplique nos pontos de contato: receituário, jaleco, cartão, Instagram e site.
- Organize as regras: reúna tudo em um manual de identidade visual.
Marca pessoal ou marca de clínica?
Essa dúvida também é comum no início da carreira. Em geral, a marca pessoal funciona bem para quem atende sozinho e quer ser reconhecido pelo próprio nome. Já a marca de clínica faz sentido quando há sócios ou planos de crescer com uma equipe.
Por exemplo, a Dra. Cristiane Dornelas tem uma marca ligada ao próprio nome. Por outro lado, a Olhar Oftalmologia é uma marca de clínica, com nome próprio. Os dois caminhos funcionam, desde que estejam alinhados aos seus planos.
Marca para médicos na Alegria Design
Na Alegria Design, criamos marcas desde 2014, e já são mais de 750 marcas criadas para clientes no Brasil e no mundo. Medicina e saúde estão entre os segmentos do nosso portfólio.
Cada projeto começa por um briefing aprofundado, para entender a especialidade, o público e o momento da carreira. Conheça o nosso portfólio de marcas, entenda o que é identidade visual ou solicite um orçamento.
Perguntas frequentes
Não é obrigatório, mas ajuda. Uma marca criada com intenção desde o início acompanha a evolução da carreira e evita refazer a comunicação depois.
A Resolução CFM nº 2.336/2023 exige, entre outros pontos, o número do CRM nas peças e o RQE para especialistas. Também proíbe prometer resultados e divulgar especialidade sem registro.
Somente com o registro de qualificação de especialista (RQE) correspondente. Sem ele, a resolução do CFM não permite divulgar a especialidade.
A marca pessoal funciona bem para quem atende sozinho. A marca de clínica faz mais sentido quando há sócios ou planos de crescer com uma equipe.