Um bom logo para restaurante comunica a experiência da casa antes da primeira garfada: o clima, a ocasião certa para ir e o quanto o cliente espera investir na refeição. Por isso, o desenho precisa nascer do conceito do restaurante e funcionar tanto na fachada quanto num ícone pequeno do aplicativo de delivery.
Além disso, o setor é enorme e disputado. Segundo dados da Abrasel publicados pelo Giro News, o Brasil tem mais de 1,5 milhão de bares e restaurantes. Num cenário assim, parecer com todo mundo sai caro.
O cliente come com os olhos, e o logo entra nessa conta
O pesquisador Charles Spence, da Universidade de Oxford, estuda como a visão interfere no paladar. Em texto da BBC Science Focus, ele explica que a cor e o formato dos pratos mudam a experiência de sabor. Por exemplo, alguns estudos indicam que pratos vermelhos podem reduzir o apetite.
Se a louça altera o gosto da comida, a marca altera a expectativa da refeição. Uma letra rústica promete comida de vó. Já uma composição minimalista, com muito respiro, sugere menu-degustação. Quando o logo promete uma coisa e o prato entrega outra, a frustração aparece, mesmo que a comida seja ótima.
Fuja do garfo, da faca e do chapéu de chef
Garfo, faca, colher, chapéu de chef e fumaça saindo da panela aparecem em milhares de logos. Eles dizem “aqui tem comida”, algo que o cliente já sabe ao ver a fachada. Em outras palavras, informam o óbvio e não diferenciam ninguém.
Um caminho melhor é procurar o símbolo na história da casa: a arquitetura, a origem da família, a região, um ingrediente tratado de um jeito só seu ou o próprio nome. Nos nossos projetos, o símbolo quase sempre nasce desse repertório. Se o restaurante ainda não tem nome, o post sobre como criar um nome para empresa ajuda a começar.
Logo para restaurante caseiro, japonês ou moderno: cada cozinha tem seus códigos
As buscas no Google mostram que muita gente procura logo por tipo de cozinha. Faz sentido, porque cada cozinha carrega códigos visuais que o público reconhece. O desafio é usar esses códigos sem cair na caricatura.
- Caseiro: acolhimento pede formas arredondadas, cores quentes e uma letra amigável. No entanto, a panela de barro desenhada raramente acrescenta algo.
- Japonês: tipografia de influência oriental e caracteres japoneses funcionam quando têm propósito. Lanternas e hashis em excesso viram fantasia.
- Rústico: texturas e materiais naturais ajudam, desde que a marca não pareça envelhecida de propósito.
- Moderno ou autoral: aqui, a tipografia faz quase todo o trabalho, e o espaço vazio conta tanto quanto o desenho.
Veja como isso aparece em três identidades do nosso portfólio. No Ponto Rock Bar & Café, o símbolo une a silhueta de uma guitarra às letras P e R. No Chalé Gastrobar, ele parte da inicial do nome para desenhar as montanhas da região e o telhado de um chalé, com tipografia em caixa baixa e paleta em verdes. Já no Yokai, a inspiração vem dos izakayas e do folclore oriental, com um símbolo baseado no Yokai Bake-Danuki.
Do salão ao delivery: onde o logo para restaurante precisa funcionar
Um restaurante tem mais pontos de contato do que quase qualquer outro negócio. O cliente vê a marca na fachada, no cardápio, no avental da equipe, no guardanapo, na sacola e na tela do celular. Cada aplicação tem tamanho, material e distância diferentes.
O delivery merece atenção especial. Segundo o mesmo levantamento, os aplicativos respondem por 58% das vendas de delivery do setor. Nesses apps, o logo vira um círculo pequeno ao lado de dezenas de concorrentes. Por isso, criamos versões reduzidas e símbolos que funcionam sozinhos, sem depender do nome escrito.
Para desdobrar a marca em todas essas peças, vale ler o nosso guia de identidade visual completa. E, como o Instagram costuma ser a vitrine do restaurante antes da primeira visita, o post sobre identidade visual no Instagram completa o assunto.
No carrossel, reunimos a marca fora do logo em quatro projetos de gastronomia: o cardápio, a embalagem e o porta-copos do Chalé Gastrobar; o avental, a sacola e a placa do Yokai; a ecobag da cafeteria Emerentina, inspirada nos azulejos portugueses; e as embalagens da Pastissimo, cujo símbolo nasce do emaranhado dos fios da massa.









Briefing do logo para restaurante: o que responder antes de contratar
Um briefing bem feito encurta o caminho. Antes de conversar com um estúdio, tente responder:
- Qual ocasião o restaurante resolve: almoço rápido, jantar a dois ou encontro de amigos?
- Como a casa se posiciona em preço em relação aos vizinhos?
- O que sai da sua cozinha que nenhum concorrente faz igual?
- Qual canal vende mais hoje: salão, delivery ou retirada?
- A marca pode crescer para outras unidades ou produtos embalados?
Se o seu negócio é de doces, temos um post específico sobre logo para confeitaria, com outros desafios de embalagem.
Criamos marcas desde 2014, inclusive para restaurantes, bares, cafeterias e marcas de alimentos. Veja esses projetos no nosso portfólio de marcas ou solicite um orçamento para o seu restaurante.
Perguntas frequentes
Um conceito ligado à experiência da casa, boa leitura à distância e uma versão reduzida para aplicativos e redes sociais. Garfo e faca são dispensáveis.
Depende do posicionamento e da cozinha. Tons quentes costumam sugerir acolhimento, mas o mais importante é se diferenciar dos concorrentes da região.
Não é obrigatório, mas um símbolo ajuda muito no delivery, onde o espaço é pequeno. Ele também rende bem em aventais, carimbos e embalagens.
Sim. O registro protege nome e logo no seu segmento de atuação. Não somos advogadas, por isso indicamos especialistas em registro de marca, como a Check Registros.