Naming é o processo de criar, com estratégia, o nome para empresa, produto ou marca. O objetivo é chegar a um nome que comunique o posicionamento, seja fácil de lembrar e, principalmente, possa ser registrado. Na prática, isso exige ir além da primeira ideia, porque quase todas as palavras óbvias de cada setor já têm dono.
E a disputa só aumenta. Em 2025, o INPI recebeu quase 505 mil pedidos de registro de marca, um recorde puxado por microempreendedores e pequenas empresas, como mostrou o Conjur. Cada pedido ocupa um espaço, e os nomes fáceis desaparecem primeiro.
Por que está tão difícil achar um nome para empresa disponível
O primeiro obstáculo é a lei. A Lei da Propriedade Industrial (Lei 9.279/96) não permite registrar como marca termos genéricos, comuns ou simplesmente descritivos. Ou seja, “Estética Bella” ou “Moda Fitness” dificilmente serão só seus.
O segundo obstáculo é a concorrência. A proteção vale dentro do seu segmento de atuação, organizado em classes. Assim, se outra empresa do mesmo ramo já registrou um nome parecido, o seu pedido pode ser negado, mesmo que ela esteja em outra cidade. Por fim, o nome também precisa estar livre como domínio e como perfil nas redes sociais.
É por isso que muitos empreendedores passam semanas testando ideias e esbarrando sempre no mesmo problema: o nome perfeito já existe.
Naming exige camadas criativas mais profundas
Para encontrar nomes disponíveis, é preciso descer camadas. A primeira, descritiva, costuma estar saturada. Por isso, avançamos para metáforas, para referências em outros idiomas, como latim, tupi-guarani, japonês e línguas nórdicas, e para junções de palavras que criam algo novo. Veja alguns nomes que criamos:
- Kurary nasce de “cura”, para uma marca de cosméticos inspirada na cultura indígena.
- Luts, para chalés, é a variação de um termo sueco que remete ao minimalismo e à ideia de que precisamos de pouco para viver.
- Soulys, de moda fitness, une “alma” e a expressão “sou luz”.
- Darmah, um day spa, traz a ideia de propósito.
- Lien, marca de joias, remete a linha e lembra elo e conexão.
- Serravita junta duas palavras-chave para o hotel: a serra da paisagem e “vita”, vida.
Também criamos nomes como Kensou, Nutricci, Atma e Ascenser. Em todos eles, o nome carrega um significado que a marca pode contar, e não apenas um som bonito. Abaixo, três desses projetos completos, do nome à identidade visual.
Nossa metodologia de naming
Nosso papel é apoiar a etapa criativa e entregar opções com potencial de registro, para facilitar a escolha. O processo funciona assim:
- Formulário pré-reunião: você responde perguntas sobre o negócio, o público e as expectativas.
- Reunião online: conversamos sobre posicionamento, referências, estratégias e processos criativos, além dos aspectos técnicos que influenciam uma boa decisão.
- Criação em camadas: exploramos significados, idiomas e sonoridades, e descartamos o que já tem dono.
- Cinco opções com potencial de registro: apresentadas com o raciocínio por trás de cada uma.
- Banco de pesquisas criativas: se nenhuma opção for a escolhida, você recebe mais 30 sugestões pensadas para a sua marca.
O papel do INPI e da nossa parceira Check Registros
Registrar a marca no INPI garante o uso exclusivo do nome em todo o território nacional, dentro do seu segmento. O registro vale por dez anos e pode ser renovado. Sem ele, a empresa corre o risco de investir em fachada, embalagens e redes sociais e, depois, ter de trocar tudo.
Como não somos advogadas, contamos com uma parceira estratégica para a parte jurídica: a Check Registros, plataforma de registro de marcas fundada pela advogada Bruna, que já acompanhou mais de 3.500 marcas. A Check faz a pesquisa de disponibilidade e conduz o pedido no INPI. Aliás, a marca da própria Check foi criada por nós, e você pode ver o projeto no nosso portfólio.
No carrossel abaixo, veja alguns dos nomes que criamos já transformados em marca: Kurary, Luts, Soulys, Darmah, Kensou, Lien, Serravita e Nutricci.










Nome para empresa por nicho: estética, moda, saúde e arquitetura
Nome da empresa para clínica de estética
Termos como “bella”, “derma”, “skin” e “estética” estão entre os mais usados do setor. Por isso, vale buscar o conceito da experiência que a clínica oferece. No Darmah, a ideia de propósito traduz o cuidado do day spa sem recorrer a palavras óbvias. Falamos mais sobre a identidade visual desse nicho no post sobre logo para clínica de estética.
Nome da empresa para marca de roupas
Na moda, o nome aparece na etiqueta, na sacola e no @ da loja. Além disso, precisa soar bem em mais de um idioma, caso a marca cresça. Soulys e Lien são curtos, fáceis de pronunciar e têm significados que viram narrativa de coleção.
Nome da empresa para clínica médica
Na saúde, o nome deve transmitir confiança e não deve sugerir promessa de resultado, algo vedado pelas normas de publicidade do CFM. Também é importante decidir se a clínica vai carregar o nome do médico ou um nome próprio, pensando no crescimento da equipe. Detalhamos esse cuidado no post sobre marca para médicos.
Nome da empresa para escritório de arquitetura
Muitos escritórios usam o sobrenome dos sócios, o que funciona bem até a sociedade mudar. Um nome conceitual, por outro lado, cresce junto com a equipe e abre espaço para uma identidade mais autoral. Nesse caso, referências de materiais, paisagens e da história da arquitetura costumam render bons caminhos.
Precisa de um nome para empresa que seja só seu? Veja os projetos no nosso portfólio de marcas ou peça uma proposta de naming.
Perguntas frequentes
É o processo estratégico de criação do nome de uma marca. Ele considera posicionamento, público, sonoridade, significado e, principalmente, a possibilidade de registro.
Não. A lei não permite registrar termos genéricos ou simplesmente descritivos, e o INPI pode negar nomes parecidos com marcas já registradas no mesmo segmento.
O registro no INPI vale por dez anos, contados da concessão, e pode ser renovado por períodos iguais e sucessivos.
Depende do plano de negócio. O nome próprio reforça autoridade pessoal, mas pode limitar o crescimento ou a venda da empresa. Um nome conceitual dá mais liberdade.