A identidade visual para empresa deve começar pelos pontos de contato em que o cliente decide comprar e ser planejada para acompanhar o crescimento do negócio. Ou seja, a empresa precisa de um sistema que funcione hoje e que aceite novas linhas, unidades e serviços amanhã. Neste post, mostramos como fazer essas escolhas com exemplos de projetos nossos. Se quiser rever o conceito, explicamos o que é identidade visual em outro post.
Por onde começar a identidade visual para empresa
Cada tipo de empresa tem um momento em que a marca pesa mais na decisão de compra. Por isso, antes de listar peças, identificamos esse momento no briefing.
Empresas de serviço e consultorias
O cliente decide numa reunião, numa proposta comercial ou numa apresentação. Assim, a identidade visual precisa funcionar bem em documentos longos, com títulos, tabelas e gráficos. Nesse caso, a tipografia e a hierarquia das informações pesam mais que o símbolo.
Comércio e negócios com endereço físico
A decisão acontece na rua e no balcão. Portanto, fachada, sinalização, uniforme e sacola entram como prioridade, e o símbolo precisa ser lido de longe.
Empresas que vendem produtos
Embalagem, etiqueta e foto do produto no e-commerce ou no marketplace formam o primeiro contato. Por isso, a cor e a padronagem costumam ser reconhecidas antes do próprio nome.
Negócios que vendem pelas redes sociais
Aqui, o Instagram e o WhatsApp concentram o primeiro contato. Explicamos como organizar a identidade visual no Instagram em outro post.
Nas imagens abaixo, mostramos marcas de empresas do nosso portfólio aplicadas nesses pontos de contato: fachada, placa, caminhão, sacola, uniforme e brindes. Em cada caso, pensamos o símbolo e as cores para o lugar em que o cliente encontra a empresa.










Identidade visual para empresa: o que decidir agora e o que pode esperar
Uma pequena empresa raramente precisa de todas as peças no primeiro dia. No entanto, algumas decisões são difíceis de mudar depois e merecem atenção desde o começo:
- O nome: ele vai para o CNPJ, o domínio e o registro. Mostramos como escolher um nome para empresa em outro post.
- O símbolo e o logotipo: com versões horizontal, vertical e reduzida, para caber de uma fachada a um ícone de aplicativo.
- As fontes: elas precisam ter licença para uso comercial, como explicamos no post sobre fonte para logo.
- O registro no INPI: o Manual de Marcas do INPI diferencia a marca nominativa (só palavras), a figurativa (só imagem) e a mista (palavras e imagem). Assim, um símbolo forte o bastante para funcionar sozinho também pode ser registrado como marca figurativa.
Não somos advogadas. Para o registro, indicamos a Check Registros, nossa parceira. Por outro lado, peças como brindes, uniformes e materiais de evento podem vir depois, desde que sigam o sistema definido no início.
Identidade visual para empresa em crescimento: novas linhas e unidades
Muitas empresas crescem criando novos serviços, unidades ou produtos. Se a identidade visual não prevê isso, cada novidade ganha um logo diferente, e o cliente deixa de perceber que tudo vem da mesma empresa. Por isso, quando o briefing aponta crescimento, planejamos um sistema de submarcas desde o início.
Os três projetos a seguir mostram formas diferentes de fazer isso. Para a Inpulsa, marca voltada a mulheres empreendedoras, criamos tipografia personalizada, um tom uva sobre base neutra e cores secundárias que organizam as submarcas numa identidade expansível. No redesign da Cena Engenharia, a letra E deu origem a um símbolo abstrato que representa conexões técnicas e humanas, e o sistema visual se integra às submarcas. Já na Fox PDV, uma gráfica, o símbolo nasce das letras do nome, e um sistema de cores organiza as submarcas da empresa.
Em comum, os três projetos mantêm a mesma estrutura de símbolo e tipografia e mudam um elemento controlado, geralmente a cor, para cada área. Dessa forma, a empresa lança uma nova frente sem começar uma marca do zero.
Perguntas para responder antes de contratar
Antes de pedir um orçamento, vale ter respostas para estas perguntas:
- Onde o cliente decide comprar de você hoje?
- Que serviços, unidades ou produtos estão nos planos dos próximos anos?
- A empresa pretende atender clientes em outros países? Isso influencia nome, idioma e tipografia.
- Com quais concorrentes o cliente compara a sua empresa?
Com essas respostas, o briefing fica mais preciso, e o projeto já nasce ligado ao plano de negócio. Se a sua marca atual não acompanha mais a empresa, talvez seja hora de um rebranding.
Criamos marcas desde 2014 para empresas de diferentes setores, no Brasil e no mundo. Veja esses projetos no nosso portfólio ou peça um orçamento para a identidade visual da sua empresa.
Perguntas frequentes
Pode. O tipo de empresa não muda o processo de criação. O que muda é a quantidade de peças: um MEI costuma começar pelo essencial e pelos pontos de contato que mais vendem.
Na marca pessoal, a pessoa é o centro da comunicação. Já a marca de empresa precisa funcionar sem depender de alguém específico, inclusive se o negócio crescer ou mudar de sócios.
São marcas derivadas da principal, usadas em linhas de produto, unidades ou serviços. Elas mantêm elementos em comum, como símbolo e tipografia, e mudam algo controlado, como a cor.
Sim. O INPI aceita a marca figurativa, formada só por imagem, além da nominativa e da mista. A melhor estratégia depende do caso, por isso vale consultar especialistas em registro de marca.